Nesta
quinta-feira (9), os profissionais da rede municipal de Contagem e da Funec
(Fundação de Ensino de Contagem) irão cruzar os braços, em paralisação total,
para participarem de ato unificado com os profissionais da Saúde do município,
que acontece em frente ao Hospital Municipal, às 8 horas. A partir do dia 10
até dia 15 de maio, os profissionais da educação irão trabalhar em esquema de
redução da jornada de trabalho (9h30 / 15h30 / 15h).
Já na
manhã do dia 16 de maio, quinta-feira, durante assembleia geral com paralisação
total, que acontece na porta da Prefeitura de Contagem, a categoria irá decidir
os rumos do movimento.
A redução
da jornada de trabalho foi decidida durante assembleia geral, realizada na
última terça-feira (7) e organizada pelo Sind-Ute Contagem (Sindicato Único dos
Trabalhadores em Educação). De acordo com a diretoria do sindicato, o objetivo
dessa assembleia foi avaliar a proposta apresentada pelo governo para a pauta
da campanha salarial 2013 da categoria.
“A
proposta do governo está muito aquém do esperado pela categoria. Foi oferecido abono
salarial de 7%, que vamos ter em folha de pagamento apenas em janeiro do ano
que vem. Queremos valorização, queremos ganho real nos salários”, explicou a
diretoria do Sind-Ute Contagem para os mais de 300 trabalhadores e
trabalhadores que lotaram a escadaria da Prefeitura. Já a adesão à paralisação foi
de 65% das escolas do município.
Ainda de
acordo com a diretoria do sindicato, o governo justificou a proposta alegando
ter sérios problemas com a verba do Previcon (Fundo de Previdência dos
Servidores do Município de Contagem). “Se há um rombo no Previcon não é a
categoria que deve ser prejudicada por isso. O atual governo precisa investigar
e correr atrás dos responsáveis pelo problema, assim como procurar resolvê-lo
sem sacrificar os trabalhadores e trabalhadoras da educação”, acrescentou a
diretoria do sindicato.
Vale
ressaltar que a categoria esperava no mínimo a recomposição das perdas com
algum ganho real. Ainda segundo o sindicato, um parcelamento seria aceito se o
governo se comprometesse em oferecer o reajuste salarial com ganho real.

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