8 de maio de 2013

Educação de Contagem começa redução da jornada de trabalho e pode entrar em greve na próxima semana




Nesta quinta-feira (9), os profissionais da rede municipal de Contagem e da Funec (Fundação de Ensino de Contagem) irão cruzar os braços, em paralisação total, para participarem de ato unificado com os profissionais da Saúde do município, que acontece em frente ao Hospital Municipal, às 8 horas. A partir do dia 10 até dia 15 de maio, os profissionais da educação irão trabalhar em esquema de redução da jornada de trabalho (9h30 / 15h30 / 15h).
Já na manhã do dia 16 de maio, quinta-feira, durante assembleia geral com paralisação total, que acontece na porta da Prefeitura de Contagem, a categoria irá decidir os rumos do movimento.
A redução da jornada de trabalho foi decidida durante assembleia geral, realizada na última terça-feira (7) e organizada pelo Sind-Ute Contagem (Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação). De acordo com a diretoria do sindicato, o objetivo dessa assembleia foi avaliar a proposta apresentada pelo governo para a pauta da campanha salarial 2013 da categoria.
“A proposta do governo está muito aquém do esperado pela categoria. Foi oferecido abono salarial de 7%, que vamos ter em folha de pagamento apenas em janeiro do ano que vem. Queremos valorização, queremos ganho real nos salários”, explicou a diretoria do Sind-Ute Contagem para os mais de 300 trabalhadores e trabalhadores que lotaram a escadaria da Prefeitura. Já a adesão à paralisação foi de 65% das escolas do município.
Ainda de acordo com a diretoria do sindicato, o governo justificou a proposta alegando ter sérios problemas com a verba do Previcon (Fundo de Previdência dos Servidores do Município de Contagem). “Se há um rombo no Previcon não é a categoria que deve ser prejudicada por isso. O atual governo precisa investigar e correr atrás dos responsáveis pelo problema, assim como procurar resolvê-lo sem sacrificar os trabalhadores e trabalhadoras da educação”, acrescentou a diretoria do sindicato.
Vale ressaltar que a categoria esperava no mínimo a recomposição das perdas com algum ganho real. Ainda segundo o sindicato, um parcelamento seria aceito se o governo se comprometesse em oferecer o reajuste salarial com ganho real.

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