24 de julho de 2014

REDE ESTADUAL

A terceira reunião, ocorrida nessa quinta-feira (17.07), entre representantes do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), das Secretarias de Estado do Planejamento e Gestão (Seplag) e da Educação (SEE), teve como objetivo dar continuidade ao processo de negociação da pauta de reivindicações dos trabalhadores em educação, porém, terminou sem avanços significativos.

Confira na íntegra a matéria: http://www.sindutemg.org.br/novosite/conteudo.php?MENU=1&LISTA=detalhe&ID=6758

23 de julho de 2014

ATO PARA COBRAR O PAGAMENTO DA FLEXIBILIZAÇÃO

Ontem, dia 22/08, pela manhã organizamos um ato surpresa por representatividade na Prefeitura Municipal. Os/as trabalhadores/as ali reunidos protestaram pelo pagamento referente à flexibilização que não foi efetuado pela Secretaria de Educação no mês de julho. Depois de três horas de espera no saguão da prefeitura, uma comissão dos/as trabalhadores/as foi recebida pelo Secretário de Administração, Evandro da Silva, pelo Gestor III da Secretaria de Governo, Marius Carvalho e pelo Chefe de Gabinete do prefeito Farley.
Durante a reunião, que durou mais de uma hora, o secretário explicou que o pagamento da flexibilização não foi efetivado, pois o sistema de lançamento de ponto da prefeitura foi alterado depois de um parecer da controladoria interna que avaliou que a flexibilização é um serviço eventual e que o mesmo não foi prestado durante o período da greve.
Ressaltamos que por diversas vezes durante nosso movimento grevista foi afirmado e reafirmado pelo governo a garantia do pagamento do salário integral dos/as servidores/as, inclusive da flexibilização com o não corte de ponto, uma vez que em contrapartida garantimos a reposição total dos dias parados. Tal comportamento demonstra total desrespeito ao direito legal de greve e se caracteriza como uma punição à categoria. 
Após o exaustivo debate, o secretário Evandro disse que iria estudar uma saída para o problema e informou uma agenda com o prefeito Carlin Moura no dia 31 de julho.

Diante disso o Sindicato continua buscando solução urgente para a questão em todas as esferas possíveis.






22 de julho de 2014

REPOSIÇÃO DO CORTE DE PONTO GREVE 2014 - REDE ESTADUAL

O Governo de Minas tem utilizado práticas antissindicais para desarticular o movimento dos trabalhadores em educação. A mais recorrente é o corte do ponto do dia de paralisação ou da greve. Apesar de várias tentativas políticas e jurídicas, ainda não conseguimos impedir esta prática. Durante as greves sofremos muito com o corte do salário, em especial na greve de 2011 onde foram 112 dias de greve e 4 meses de cortes no salário. A situação se torna ainda mais grave pelo fato do servidor fazer a reposição e não receber o salário correspondente, prática recorrente da Secretaria de Estado da Educação.

Em 2014, ao aprovar o início da greve no dia 21 de maio, o Conselho Geral e a Assembleia Estadual também aprovaram o fundo de greve como instrumento de minimizar o impacto do corte de ponto que o governo faria e como instrumento de luta da categoria. É importante lembrar que o fundo de greve é uma estratégia importante de consolidação da luta de uma categoria quando o patrão atua de modo a atingir a sobrevivência do trabalhador. Isso foi possível em função do Sind-UTE/MG ter recebido, pela primeira vez na sua história, recursos do imposto sindical.

Na primeira reunião de negociação com a Secretaria de Planejamento e Gestão, conquistada através da greve de 2014, o Sind-UTE/MG reivindicou que o governo não fizesse o corte de salário e negociasse a reposição dos dias parados. Mas o governo, mais uma vez, manteve o corte de ponto, o que ocorreu no salário recebido em julho. Diante desta situação, vamos implementar a reposição financeira do corte do ponto dos salários de maio e junho referentes à greve de 2014, conforme já aprovado em nossas instâncias.

Toda a administração dos recursos financeiros do Sind-UTE/MG é apresentada ao Conselho Geral do Sind-UTE/MG e submetida à fiscalização do Conselho Fiscal da entidade que emite parecer após a sua análise.

Façamos então, um bom uso deste instrumento para fortalecer e consolidar a nossa luta.

Para que o servidor tenha a reposição, pedimos que faça os seguintes procedimentos:
1)    Encaminhe para a sede do Sind-UTE/MG o Termo de Compromisso devidamente preenchido e com cópia do contracheque com a falta greve. Caso a falta greve não esteja corretamente descrita no contracheque, pedimos que seja anexado o livro de ponto para identificar que a falta é falta-greve.

2)    O Termo pode ser encaminhado através das subsedes do Sind-UTE/MG, por correio para o endereço Rua Ipiranga nº 80 Bairro Floresta BH/MG CEP: 31015-180, ou por e-mail sindute@sindutemg.org.br

17 de julho de 2014

? ? ? TIRA-DÚVIDAS

TIRA-DÚVIDAS JULHO 2014

1.       Quem fez greve em uma unidade escolar e foi para outra unidade, onde repor?
R: na unidade onde fez a greve.
2.       Professor que assinou ponto durante a greve sem aluno tem que repor?
R: Sim, ele tem que garantir a reposição aos alunos a partir do calendário construído pela escola.
3.       Quem está de laudo e fez greve, tem de repor?
R: sim, deve carga horária, pois não houve corte.
4.       Professores de aulas especializadas que fizeram a greve, mas seus alunos tiveram a carga horária. Como proceder?
R: o professor deve carga horária e o conteúdo aos estudantes, portanto de acordo com a Lei 9394 (Art. 23 §2º) pode ser pago com extensão de jornada.
5.       Como fica a situação de profissionais que assumiram cargos durante ou após a greve?
R: Devem seguir o calendário atual da escola.
6.       Quem estava de férias prêmio ou licença médica durante a greve deve repor? E se repor receberá hora extra?
R: De acordo com o Estatuto do servidor (Lei 2160/90) em seu art. 98, inciso VII são considerados efetivo exercício, dentre outros:
§  Licença: à gestante, à adotante e à paternidade;
§  Para tratamento da própria saúde, até dois anos e prêmio por assiduidade (férias-prêmio).
Nesses casos, o servidor não está obrigado à reposição ou deverá receber extra pela mesma. O departamento jurídico do sindicato encaminhou parecer ao governo sobre a questão. Não havendo acordo, tomaremos outras medidas.
7.       Qual a legalidade em aceitar atestado na reposição?
R. Conforme resposta anterior, a Lei 2.160/90- Estatuto do Servidor Público Municipal de Contagem, prevê os casos em que o atestado médico deverá ser aceito (art. 98).
8.       Podem-se suspender as férias do Quadro Administrativo que estava em greve?
R: De acordo com o estatuto do servidor (L 2160/1990) “Art. 78 As férias somente poderão ser interrompidas por motivo de calamidade pública, comoção interna, convocação para júri, serviço militar ou eleitoral ou por motivo de superior interesse público”. Sendo assim a determinação da Seduc não encontra respaldo legal. O departamento jurídico está encaminhando a questão.
9.       Quadro Administrativo pode repor aos sábados?
R: sim, junto com o magistério. Inclusive os sábados que eram escolares e foram transformados em letivos serão considerados reposição.
10.   Semana de outubro é considerado reposição para o Quadro Administrativo?
R: sim.
11.   Devo assinar folha à parte além do livro de ponto?
R: não. O livro de ponto é o controle legal do dia trabalhado.
12.   Décimo terceiro que não foi pago na flex do ano passado?

R: procurar o jurídico, pois já existem ações com ganho de causa.

INFORMES E ENCAMINHAMENTOS APROVADOS NOS TRÊS CONSELHOS DIA 16/07/2014

CONSELHO DE REPRESENTANTES 16/07/2014
INFORMES E ENCAMINHAMENTOS APROVADOS NOS TRÊS CONSELHOS
SIND-UTE CONTAGEM

1.       Decreto de férias-prêmio:
Foi encaminhado ofício ao prefeito Carlin Moura, ao Secretário de Educação Ramon Santos e ao Promotor Dr. Manoel Luís questionando o atraso na publicação das alterações do Decreto.  Na oportunidade também solicitamos a retomada das reuniões de negociação e Audiência com o prefeito.
Na reunião de negociação do dia 15/07 o Secretário Adjunto Ademilson informou que o Decreto estava pronto para ser assinado pelo prefeito, porém não continha as alterações acordadas. Está sendo corrigido e deve ser publicado na próxima semana.

2.       Flexibilização: 
O Secretário de Educação, no dia 30 de junho, apresentou ao Sindicato o posicionamento de efetuar o pagamento a partir da apresentação dos calendários de reposição, o que não está ocorrendo.
Neste sentido, solicitamos via ofício no dia 03 de julho, esclarecimentos formais sobre o não pagamento das flexibilizações, relembrando o compromisso do Governo de que não haveria corte de pagamento.
No dia 07 de julho fizemos novo contato com a Secretária de Educação, solicitando a resposta do ofício e obtivemos a informação da Diretora Geral do Departamento de Gestão dos Trabalhadores, Sebastiana Rangel, que no dia 10 de julho haveria pagamento das flexibilizações dos trabalhadores que não participaram da greve e não receberam. 
Cobramos do Secretário o cumprimento do compromisso de não corte para todos e alertamos que o não pagamento dos dias, gera o entendimento do não compromisso com a reposição.  
Na reunião do dia 15/07 cobramos o posicionamento sobre o pagamento. O Secretário Adjunto de Administração e o Secretário de Educação Ramon informaram que a configuração da flexibilização na lei (dias trabalhados) gera dificuldade técnica para o pagamento. Informaram que estão construindo a forma de efetuar o pagamento e que o farão o mais rápido possível.
3.       Reunião com Ministério Público:
No dia 7 de julho a Comissão de negociação (Sueli Rocha, Bárbara Vilaça, Otto Ramos) juntamente com os dirigentes Vânia, Adelita e Ivanil Gomes (eleitos na Plenária dos dirigentes) foi recebida pelo Promotor Manoel Luís da Promotoria da Infância e Juventude. Foram apresentados ao promotor os problemas vivenciados com a questão da reposição. O promotor esclareceu que seu papel é acompanhar, mas não definir como se dará a mesma.
Ponderamos a limitação de sábados, a não aceitação de extensão da carga horária para pagamento de dias e outras questões, protelando a reposição para janeiro.
O promotor compreendeu a importância de se flexibilizar para garantir a reposição antes de janeiro, havendo possibilidade, e se comprometeu a tentar diálogo com a Seduc nesse sentido. Também se dispôs, em último caso, a intermediar uma discussão sobre a flexibilização dos parâmetros de reposição.
Foi solicitada à Seduc nova reunião para tentar avançar nesta questão, tendo sido apontada para a próxima semana.
Outro ponto tratado foi o não cumprimento pelo Governo dos prazos estabelecidos na reunião de intermediação com o MP, conforme comunicado por ofício. O promotor se comprometeu a enviar ofício ao prefeito cobrando esclarecimentos.

4.       Reajuste:
No dia 2 de julho foi aprovado na Câmara Municipal o projeto de Lei 010/14, que trata do reajuste. O índice de 5,82% virá no pagamento de agosto e a diferença de um mês será pago em janeiro.

5.       Audiência com Prefeito:
A reunião com o prefeito agendada através do ofício 0707/14 para o dia 15/07 às 9 horas foi desmarcada. Segundo o Governo o prefeito teve uma agenda de última hora em Brasília. Segundo eles, a remarcação da reunião deverá ser feita para a próxima semana.
           
6. Reunião do dia 15/07:
      Presentes: Secretário Adj. de Administração Geraldo Guimarães, Secretário de Educação Ramon, Secr. Adjunto Ademilson, Funec: Karla Roque e Luzia, Categoria: Bárbara, Sueli, Otto, Donaldo, Gabriela)
a)    Lei 172/14(Reajuste): Levantamos alguns problemas na lei:
·         Abono e a diferença não entraram: Segundo eles será encaminhado em agosto Lei Complementar, pois estes pontos só se referem à educação.
·         Alteração do art. 76 do Estatuto que possibilita parcelamento de férias: segundo eles será feita emenda, garantindo que tal questão não se refere à educação.
·         Reopção para LC: será garantida a reopção a tempo para que as pessoas possam apresentar títulos este ano.
b)    Calendário de reposição (Seduc: Ramon, Ademilson; Categoria: Gabriela, Otto, Yala, Vânia, Sueli, Marcos, Bárbara)
Retomamos a discussão sobre a flexibilização dos parâmetros. A Seduc disse que aguarda o envio dos 6 calendários restantes, para a partir daí rediscutir qualquer questão.

7. Encontro Nacional da Educação:
Será realizado na cidade do Rio de Janeiro, nos dias 8, 9 e 10 de agosto, para discussão do PNE. O encontro é organizado por várias entidades sindicais, nesta ocasião o Sind-UTE Contagem enviará cinco representantes sendo dois da diretoria e três da base escolhidos nos conselhos da manhã, tarde, e noite. Manifestaram interesse: Adriano da E. M. Otacir Nunes, Júlio do Caic Riacho, e Dimas E. M. Pedro de Alcântara.


8. Calendário:

18/07 (6ª f) 18:30 h – Festa de confraternização: “Arraiá da Educação”
22/07 (4ª f) 8h - Ato em defesa do pagamento da Flex
28/07 (2ª f) 19h – Formação Político Pedagógica organizada pelo CELLOS, local  Sind-UTE Contagem.
07/08 (5ª f) 8h, 14h e 18h - Conselho de Representantes.


9. DELIBERAÇÕES APROVADAS NOS CONSELHOS

ü  Encaminhar moção de repudio às ações de opressão realizadas pela Secretaria de Educação com assinatura das Centrais Sindicais e movimentos sociais.
ü  Garantia do cumprimento dos calendários aprovados nas assembleias escolares com registro em ata, mesmo fora dos parâmetros da Secretaria de Educação.

ü  Discutir nas escolas a viabilidade de uma paralisação como protesto pelos acordos não cumpridos e ações arbitrárias da Seduc.
ü  Mobilizar os ais dos Conselhos Escolares para participação na plenária extraordinária que será realizada pelo CMEC para discussão da autonomia das escolas (data a ser confirmada)
ü  Continuar cobrando do MP acompanhamento dos acordos de greve no prazo estabelecido.


9 de julho de 2014

Conselho de Representantes




INFORMES SIND-UTE

1.       Decreto de férias-prêmio:
Foi encaminhado ofício ao prefeito Carlin Moura, ao Secretário de Educação Ramon Santos e ao Promotor Dr. Manoel Luís questionando o atraso na publicação das alterações do Decreto.  Na oportunidade também solicitamos a retomada das reuniões de negociação e Audiência com o prefeito.

2.       Flexibilização: 
O Secretário de Educação, no dia 30 de junho, apresentou ao Sindicato o posicionamento de efetuar o pagamento a partir da apresentação dos calendários de reposição, o que não está ocorrendo.
Neste sentido, solicitamos via ofício no dia 03 de julho, esclarecimentos formais sobre o não pagamento das flexibilizações, relembrando o compromisso do Governo de que não haveria corte de pagamento.
No dia 07 de julho fizemos novo contato com a Secretária de Educação, solicitando a resposta do ofício e obtivemos a informação da Diretora Geral do Departamento de Gestão dos Trabalhadores, Sebastiana Rangel, que no dia 10 de julho haverá pagamento das flexibilizações dos trabalhadores que não participaram da greve e não receberam. 
De acordo com o Secretário Adjunto Ademilson Ferreira, até sexta-feira (11/07) haverá um posicionamento formal sobre o caso dos trabalhadores que participaram da greve.
Cobramos do Secretário o cumprimento do compromisso de não corte para todos e alertamos que o não pagamento dos dias, gera o entendimento do não compromisso com a reposição.  
Não havendo retorno positivo, tiraremos novos encaminhamentos em nosso próximo Conselho de Representantes do dia 16/07.

3.       Reunião com Ministério Público:
No dia 7 de julho a Comissão de negociação (Sueli Rocha, Bárbara Vilaça, Otto Ramos) juntamente com os dirigentes Vânia, Adelita e Ivanil Gomes (eleitos na Plenária dos dirigentes) foi recebida pelo Promotor Manoel Luís da Promotoria da Infância e Juventude. Foram apresentados ao promotor os problemas vivenciados com a questão da reposição. O promotor esclareceu que seu papel é acompanhar, mas não definir como se dará a mesma.
Ponderamos a limitação de sábados, a não aceitação de extensão da carga horária para pagamento de dias e outras questões, protelando a reposição para janeiro.
O promotor compreendeu a importância de se flexibilizar para garantir a reposição antes de janeiro, havendo possibilidade, e se comprometeu a tentar diálogo com a Seduc nesse sentido. Também se dispôs, em último caso, a intermediar uma discussão sobre a flexibilização dos parâmetros de reposição.
Foi solicitada à Seduc nova reunião para tentar avançar nesta questão, tendo sido apontada para a próxima semana.
Outro ponto tratado foi o não cumprimento pelo Governo dos prazos estabelecidos na reunião de intermediação com o MP, conforme comunicado por ofício. O promotor se comprometeu a enviar ofício ao prefeito cobrando esclarecimentos.

4.       Reajuste:
No dia 2 de julho foi aprovado na Câmara Municipal o projeto de Lei 010/14, que trata do reajuste. O índice de 5,82% virá no pagamento de agosto e a diferença entre julho e a data base (maio) será pago em janeiro.

5.       Audiência com Prefeito:
A SEDUC via telefone confirmou a reunião com o Prefeito será agendada para dia 15 de julho pela manhã. Solicitamos que tal comunicado fosse feito via ofício e estamos aguardando o mesmo.

Na oportunidade trataremos das seguintes questões: Carreira, Flexibilização, Concurso Público e outras demandas.

3 de julho de 2014

INFORMES DO CONSELHO E DA PLENÁRIA DO QUADRO ADMINISTRATIVO

 PLENÁRIA DO QUADRO ADMINISTRATIVO 02/07/2014



Um balanço do movimento

Construída a partir dos compromissos não cumpridos pelo Governo, motivada pela indignação da categoria com os desrespeitos de um Governo que durante sua campanha eleitoral gerou grande expectativa na mesma. Uma greve sustentada por trabalhadores/as que ousaram lutar por respeito e valorização e organizada pela direção do Sind-UTE juntamente com trabalhadores que se dispuseram a compor o Comando, com toda responsabilidade que esta decisão implica, a greve da educação de Contagem foi uma luta vitoriosa.
Durante todo o movimento enfrentamos, com bastante determinação e resistência, todas as tentativas de nos desmobilizar e todo desrespeito caracterizados por ações que não se diferenciam de outros Governos que por aqui já passaram.
Fato é que não tivemos o corte de ponto, arma tão utilizada nos últimos anos pelo Governo Marília, para reprimir os movimentos reivindicatórios da categoria. Tal ação com certeza fortalece a organização dos/as trabalhadores/as, porém não se configurou como respeito ao movimento, pois outras do mesmo nível de perversidade foram utilizadas: pressão por reposição sem a finalização da greve, cerceamento da palavra aos educadores nas “Audiências Públicas”, onde nosso movimento era desqualificado pelos representantes da Secretária de Educação, crime contra a organização sindical ao enviar para a Assembleia trabalhadores/as terceirizados/as e comissionados do governo para tentar pôr fim ao movimento, notas mentirosas à população.
Diante de tudo isso a categoria manteve sua unidade e resistência e vários canais foram buscados na tentativa de abrir o diálogo e solucionar o impasse imposto pela ausência de proposições sérias e morosidade nas discussões.
A população apoiou o movimento, compreendendo sua importância e reconhecendo no mesmo o espelho das suas demandas também não atendidas. Pais, estudantes, movimentos sociais, centrais sindicais cada um destes atores teve grande participação ao nosso lado.
Os avanços conquistados não correspondem à expectativa dos/as trabalhadores/as, mas são frutos dos duros embates vivenciados por cada um que se doou nesta caminhada. Todos/as nos lembramos bem das duas primeiras reuniões (10/04 e 22/04), onde o gerundismo imperava, mostrando a intenção de nos enrolar por mais um ano com INPC parcelado e discussões sem fim. Nossas ações e os desgastes impostos por elas fizeram o governo se mover para alterar a proposição inicial.
Na Assembleia que suspendeu a greve dos/as trabalhadores/as, o sentimento foi de dever cumprido na disposição de luta e certeza de que a suspensão do movimento grevista não significa o fim da mobilização, pois muito há para se buscar. Tal sentimento também se reforça pelos avanços conquistados, que com certeza não viriam não fosse o duro embate travado.
Agora o momento é de garantir nosso compromisso com a comunidade que nos apoiou e demonstrar nosso reconhecimento. Vamos manter nossa mobilização e atenção para os compromissos assumidos e ampliar as conquistas. Seguimos coma certeza de que só a luta é capaz de trazer conquistas e estaremos sempre prontos para as próximas batalhas.
Conquistas da greve:
Recomposição de 5,82% integral;
1% de ganho real que será pago ainda este ano na forma de abono e incorporado (com discussão de antecipação da incorporação) em janeiro de 2015;
Diferença de 5.8% em janeiro compensando o atraso na data base;
Plano odontológico imediato;
Proposta de Plano de Saúde em 90 dias após o fim da greve;
Revisão do Plano de Carreira já com o novo índice; 
Elevação para 2% nos índices do Plano de Carreira;
Estudo imediato para a implementação do vale combustível em espécie (conforme acordo de Campanha Salarial dos trabalhadores da Saúde Municipal).;
30% de reajuste para as agentes de educação infantil chegando ao valor do PSPN em 2016;
Publicação imediata do Decreto que trata das férias prêmio com alteração de medidas punitivas;
Aumento de 10% no vale alimentação a partir de julho de 2014;
Ampliação da rede de atendimento do cartão CDL em até 60 dias após o fim da greve;
Revisão do piso salarial do Q.A para vigência em 2015/2016;
Instalação do Conselho de Políticas de Administração e Remuneração de Pessoal;
Garantia de discussão de antecipação da incorporação do ganho real  a partir da análise da receita em setembro.

Detalhamento das paralisações, reduções e greve:
PARALISAÇÕES:
MÊS
DIAS
Fevereiro
06, 21
Março
17, 18, 19 (Greve Nacional)
Abril
09, 23
Junho
23
REDUÇÕES:
MÊS
DIAS
Março
Redução por Eixo:
24 (Industrial e Riacho)
26 (Nova Contagem)
27 (Eldorado e Água Branca)
28 (Ressaca)
31 (Centro, Petrolândia e Bernardo Monteiro).
31 (todos os eixos com EJA)
Abril
15, 16 - toda a Rede e FUNEC
GREVE:
MÊS
DIAS
Abril
24, 25, 28, 29, 30 (totalizando 05 dias)
Maio
05, 06, 07, 08, 09, 12, 13, 14, 15, 16, 19, 20, 21, 22, 23, 26, 27, 28, 29, 30 (totalizando 20 dias)
Junho
02, 03, 04, 05, 06, 09, 10, 11 (totalizando 08 dias)
TOTAL
41 dias parados e 3 reduções

 Reunião com a Seduc (23/06): ocorreu  entre a Comissão de Negociação da categoria e representantes do Governo Municipal (Ramon, Ademilson, Norma e Luzia), tendo como pauta os critérios a serem adotados na reposição dos dias parados durante a greve por tempo indeterminado nas escolas da rede Municipal e FUNEC.

Acordos:
• Garantia de autonomia das escolas.
• Desvinculação do ano letivo X ano civil.
• Utilização do 6º horário na reposição das reduções.
• Uso dos dias de jogos da seleção brasileira, de acordo com o interesse da unidade escolar.
• EJA: Flexibilização de turnos, nas escolas em que for possível.
• ENS. FUNDAMENTAL: Uso de 02(dois) sábados por mês.
• Trabalho de Campo: aprovação a partir da proposta pedagógica.
• CEMEI’S: Uso de 01(um) sábado por mês.
• Sábados impossibilitados para a reposição: dias 04/10 e 25/10 (motivo: eleições), dia 08/11 (motivo: realização das provas do ENEM).
• Avaliação pontual dos casos individuais que se apresentarem, no sentido de garantir o direito à reposição.

Desacordos:
• Não utilização do período entre 23/12/14 e 02/01/15, que o Governo define como recesso obrigatório à todas as unidades escolares.
• Obrigatoriedade do uso, pelas unidades escolares que necessitarem, do período entre 02/01/15 e 15/01/15.

 Reunião com a Seduc (01/07): ocorreu entre representantes do Governo Municipal (Ramon, Ademilson e Norma) e Diretoria do Sind-UTE (Adriana e Francisca) tendo como pauta: esclarecimentos sobre reposição do Q.A.

Como fica:
Reposição nos/as
Para quem fez Greve
Para quem NÃO fez Greve
Sábados
Considera reposição
Discutir compensação com a direção.
Semana de Outubro
Considera reposição
Discutir compensação com a direção.
Sábados que eram escolares e foram transformados em letivo
Considera reposição
Discutir compensação com a direção.

Férias: foi enviado para as escolas um comunicado adiando as férias daqueles que fizeram greve e não adquiriram o período para gozo, desde que não acumule 2 períodos, suspendeu o gozo, mas o 1/3 de férias foi pago.
Não farão pagamento de hora extra para aqueles que não fizeram greve e que forem convocados para trabalhar no sábado. Pode sim haver compensação em acordo com a direção e rodízio.
Agentes de Educação Infantil: recesso da copa conta como reposição a partir do dia 25/06.

Calendário:
15/07 Conselho de representantes. Podendo ser antecipado a partir das discussões sobre a reposição.
18/07 Festa de confraternização.