Na terça-feira (20), a Escola Municipal Professor Wancleber Pacheco, localizada no bairro Tijuco sofreu um grande golpe contra a democracia. A Secretaria de Educação impôs, de forma, ditatorial, a presença de um “mediador”, incumbido de resolver supostos conflitos entre a direção e demais problemas enfrentados pela escola.
A medida fere a autonomia do grupo docente, visto que no dia 11 de fevereiro, os professores haviam decidido em Assembleia a rejeição de qualquer tipo de intervenção. Para isso, foi escolhida uma direção colegiada, que na prática seria uma “força tarefa” com a intenção de dar encaminhamentos às soluções dos problemas, auxiliando a direção.
A medida foi adotada, depois que a vice-diretora Grace Nunes Bastos denunciou a diretora Luciana Miranda por omissão. Isso porque a escola estava enfrentando alguns problemas internos. Baseando-se nessa denúncia, a Prefeitura designou o mediador, atitude que desagradou o grupo docente, visto que segundo os próprios professores, os problemas já estavam sendo resolvidos pela direção colegiada.
Por isso, o Sind-Ute Contagem foi acionado e um de seus diretores, professor Marcos Dias, participou de reunião realizada na quarta-feira (21). Durante o encontro, professores explicaram a situação constrangedora que a direção está enfrentando, visto que não havia necessidade de imposição de um mediador para resolver os problemas internos da escola.
Dessa forma, o Sind-Ute Contagem se coloca contrário a qualquer tipo de intervenção nas escolas, “independentemente do nome que queiram dar, uma vez que a sustentação das bases democráticas deve ser mantida e orientadas para retornar ao bom andamento da instituição”, explicou Mário Dias.
“Entendemos que a ‘força tarefa’ legalmente constituída dentro do grupo é o caminho correto para resolver qualquer tipo de problema”, acrescento o diretor do sindicato.
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