7 de novembro de 2008

Cronologia da crise econômica mundial

2008

  • OUTUBRO
    Dia 31 – No Brasil, Bovespa fecha o quarto pior mês da história, com baixa de 24,8%.

    Dia 30 –EUA anunciam diminuição do PIB no terceiro trimestre de 2008, de 0,3%. Já a renda individual caiu 8,7%, a maior queda registrada desde 1947, ano em que a pesquisa começou a ser realizada.

    Dia 29 – Fed (Federal Reserve) corta novamente os juros, para 1%.

    Dia 24 – Reino Unido anuncia retração de 0,5% da economia no último trimestre, a primeira queda em 16 anos. O anúncio aumenta o temor de uma profunda recessão mundial e não apenas na economia dos EUA.

    Dia 12 – Governos dos países da Zona do Euro anunciam ajuda inédita de 2,5 trilhões aos bancos.

    Dia 10 – Crise dos mercados financeiros se aprofunda e Bolsa de Nova Iorque fecha pior semana da sua história, caindo 18,15%.

    Dia 09 – Fed, Banco Central Europeu e principais bancos centrais do mundo anunciam corte quase simultâneo nos juros, a fim de tentar reaquecer a economia. A medida, porém, não surte efeito o esperado e no dia seguinte as bolsas despencam novamente.

    Dia 03 – Após intensa pressão do governo e do mercado financeiro, congresso norte-americano aprova o pacote, agora de 850 bilhões de dólares para salvar os bancos em dificuldade. O pacote prevê a compra pelo governo dos “ativos podres” do mercado.


  • SETEMBRO
    O governo norte-americano assume o controle dos bancos especializados em crédito hipotecário, Freddie Mac e Fannie Mae, salvando-os da falência. Poucos dias depois, o banco de investimentos Lehman Brothers quebra e provoca uma onda de baixas históricas nas bolsas. A seguradora AIG recebe ajuda de 85 bilhões de dólares para escapar da bancarrota.

    Um dos maiores bancos de investimentos dos EUA, o Merrill Linch, à beira da falência, é comprado pelo Bank of América. Já na chamada economia real, a taxa do desemprego nos EUA sobe para 6,1%, mostrando os primeiros sinais de recessão.

    Governo Bush anuncia plano de resgate das instituições financeiras em crise, de 700 bilhões de dólares, mas o congresso norte-americano o rejeita, abrindo mais um período de baixas históricas nas bolsas.

  • ABRIL
    Crise econômica e especulação nas commodities (produtos primários de exportação) provoca inflação no preço dos alimentos e alta no custo de vida. Ocorrem protestos em várias partes do mundo contra o aumento dos alimentos.

  • MARÇO
    Fed salva o banco de investimentos Bearn Stearns, articulando sua compra pelo banco JP Morgan. Foi a primeira grande intervenção direta do governo norte-americano nos bancos. No Brasil, o governo insiste na tese do descolamento da economia nacional.

  • FEVEREIRO
    EUA divulgam menor crescimento em seis anos. O presidente do Fed, Ben Bernanke alerta para a contaminação da crise financeira na economia real. G7 prevê rombo de 400 bilhões de dólares no mercado subprime.


  • JANEIRO
    Inadimplência nos empréstimos hipotecários nos EUA bate recorde de 21%. O Fed faz dois cortes seguidos na taxa de juros para tentar conter a crise financeira, que se aprofunda cada dia mais. Governo Bush anuncia plano de 140 milhões de dólares para incentivar o consumo.



    2007

  • OUTUBRO
    Grandes bancos começam a divulgar perdas bilionárias. O suíço UBS anuncia prejúiz de 3,4 bilhões de dólares. Citigroup, 3,1 bilhões. Perdas bilionárias de grandes bancos norte-americanos e europeus e o próprio resultado da economia norte-americana, como a redução da produção industrial, colocam a perspectiva de aprofundamento da crise em 2008 .


  • AGOSTO
    Banco francês PNB Paribas anuncia a seus investidores que não conseguirão resgatar os investimentos. Os bancos, desconfiados da situação financeira de seus pares, recusam-se a emprestar uns aos outros. O Banco Central da Europa decide então injetar 95 bilhões de euros no setor, seguidos de mais 108 bilhões. O Fed e demais bancos centrais começam também a jogar dinheiro no mercado financeiro.

    No dia 16, os mercados da Ásia têm baixa recordes. Bovespa chega a cair 9% num único dia, recuperando-se parcialmente até o final do dia.

  • JULHO
    Ben Bernanke, diretor do Federal Reserve (banco central norte-americano), alerta para a crise do subprime e diz que o estouro da bolha no setor pode custar 100 bilhões de dólares.

    No dia 26 uma nova onda de quedas nas bolsas do planeta alerta para o agravamento da crise financeira mundial.


  • MARÇO E ABRIL
    Onda de queda nas bolsas prossegue. Relatório da Associação de Bancos Hipotecários nos EUA revela crescimento de 14,44% na inadimplência ainda no quarto trimestre de 2006. As execuções de hipotecas batem recorde e o setor subprime é apontado como o responsável pela instabilidade dos mercados. Os solavancos, no entanto, começam a apontar uma nova crise cíclica do capitalismo.

  • FEVEREIRO
    No dia 26, a Bolsa de Xangai tem sua maior queda em dez anos, derrubando as bolsas de valores de todo o mundo. A explicação dada foi o temor dos investidores de que o governo chinês interviesse no mercado, a fim de conter o rápido aquecimento do sistema financeiro e a sobrevalorização excessiva das ações. Outra explicação se refere ao anúncio do ex-presidente do Fed, Alan Greenspan, sobre uma possível recessão na economia norte-americana. Esse dia marca um novo período de turbulência nos mercados, cada vez mais fortes e freqüentes.


    2006
    Preço dos imóveis nos EUA atinge seu auge e estagna. A inflação aumenta e o preço inflado dos imóveis cai. Como grande parte dos empréstimos no país é lastreada com a hipoteca das casas, que estavam artificialmente inflacionados, prevê-se o fim da bolha do mercado imobiliário.

    Do site www.pstu.org.br
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