16 de junho de 2015

SOBRE O PME

Ontem (15/05), pela manhã, conforme convocação feita pelo Sindicato nas redes sociais aconteceu na Câmara Municipal de Contagem a Audiência Pública sobre o Plano Municipal de Educação com o objetivo de debater as 20 metas e as estratégias que compõe o Plano.
Estavam presentes a diretoria do Sindicato, representantes de trabalhadores/as das unidades escolares, representantes da Secretaria de Educação, representantes do Fórum Municipal de Educação, os vereadores Decinho Camargos, Jair Tropical, Daniel Carvalho, Willian Barreiro, Alex Chiodi, Arnaldo de Oliveira e a vereadora Isabella Filaretti e várias pessoas da sociedade civil.
Contudo, dentre essas 20 metas, uma delas; a meta 8 (oito)  que se refere à “Potencializar as ações educativas e inclusivas das escolas de Educação Básica de Contagem ampliando o debate sobre gênero, sexualidade, diversidade sexual e étnico-racial, diversidade religiosa, povos indígenas, quilombolas, ciganos e juventudes no campo da ética, cidadania e dos direitos humanos” , monopilozou o debate.
Não por sua relevância educativa e social, relembrando que a educação tem função emancipatória das mentes, admitindo sujeitos e direitos contemplados em sua diversidade e forjando defensores do exercício da cidadania plena, entretanto o que se viu remete ao mais puro obscurantismo visto em sistemas totalitários que negam a instrução e o conhecimento às pessoas com a consequente ausência de progresso intelectual ou material dos sujeitos.
Ficou clara a manobra e uma grande mobilização por parte de alguns vereadores agrupando pessoas com o intuito de centrar o debate contra a meta 8 que trata da diversidade. Foram várias falas lastimáveis, que refletiram violência gratuita e um total desrespeito à dignidade humana.
 Falas homofóbicas, machistas, que demostraram a intolerância das pessoas, a negação de cidadanias e principalmente a incapacidade de dialogar, pois sequer posicionavam-se de forma a questionar o que estava no Plano, mas sim o que queriam imaginar que estivesse.
Tornou-se impossível debater os demais pontos que compunham o Plano e que são também relevantes para a luta dos/as trabalhadores/as em educação, embora tenhamos levantado alguns deles, tais como, financiamento e valorização profissional.
Assim, remeteremos por ofício os pontos de alteração e teremos uma reunião com os vereadores amanhã (quarta-feira) para debatê-los.
Amanhã às 16 horas o PME será votado em primeiro turno, em plenária extraordinária, convocada pelo Legislativo  e mais uma vez a Casa se coloca contrária ao avanço da qualidade na educação e ao interesse da sociedade como um todo.
Portanto, convocamos no mínimo um representante por escola para acompanhar a sessão e tentarmos reverter à discussão atrasada que prevaleceu em plenário no dia 15.


Diretoria Colegiada.

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