Ontem (15/05), pela manhã, conforme convocação feita pelo Sindicato nas
redes sociais aconteceu na Câmara Municipal de Contagem a Audiência Pública
sobre o Plano Municipal de Educação com o objetivo de debater as 20 metas e as
estratégias que compõe o Plano.
Estavam presentes a diretoria do Sindicato, representantes de
trabalhadores/as das unidades escolares, representantes da Secretaria de
Educação, representantes do Fórum Municipal de Educação, os vereadores Decinho
Camargos, Jair Tropical, Daniel Carvalho, Willian Barreiro, Alex Chiodi,
Arnaldo de Oliveira e a vereadora Isabella Filaretti e várias pessoas da
sociedade civil.
Contudo, dentre essas 20 metas, uma delas; a meta 8
(oito) que se refere à “Potencializar as
ações educativas e inclusivas das escolas de Educação Básica de Contagem
ampliando o debate sobre gênero, sexualidade, diversidade sexual e
étnico-racial, diversidade religiosa, povos indígenas, quilombolas, ciganos e
juventudes no campo da ética, cidadania e dos direitos humanos” , monopilozou o
debate.
Não por sua relevância educativa e social,
relembrando que a educação tem função emancipatória das mentes, admitindo
sujeitos e direitos contemplados em sua diversidade e forjando defensores do
exercício da cidadania plena, entretanto o que se viu remete ao mais puro
obscurantismo visto em sistemas totalitários que negam a instrução e o
conhecimento às pessoas com a
consequente ausência de progresso intelectual ou material dos sujeitos.
Ficou clara a manobra e uma grande mobilização por parte de alguns vereadores
agrupando pessoas com o intuito de centrar o debate contra a meta 8 que trata
da diversidade. Foram várias falas lastimáveis, que refletiram violência
gratuita e um total desrespeito à dignidade humana.
Falas homofóbicas, machistas, que
demostraram a intolerância das pessoas, a negação de cidadanias e
principalmente a incapacidade de dialogar, pois sequer posicionavam-se de forma
a questionar o que estava no Plano, mas sim o que queriam imaginar que
estivesse.
Tornou-se impossível debater os demais pontos que compunham o Plano e
que são também relevantes para a luta dos/as trabalhadores/as em educação, embora
tenhamos levantado alguns deles, tais como, financiamento e valorização
profissional.
Assim, remeteremos por ofício os pontos de alteração e teremos uma
reunião com os vereadores amanhã (quarta-feira) para debatê-los.
Amanhã às 16 horas o PME será votado em primeiro turno, em plenária
extraordinária, convocada pelo Legislativo e mais uma vez a Casa se coloca contrária ao
avanço da qualidade na educação e ao interesse da sociedade como um todo.
Portanto, convocamos no mínimo um representante por escola para
acompanhar a sessão e tentarmos reverter à discussão atrasada que prevaleceu em
plenário no dia 15.
Diretoria Colegiada.
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