Com as palavras de ordem “0% eu não aceito, eu me dedico é 100%”, os trabalhadores
da educação encerraram mais uma assembleia geral, que aconteceu uma manhã desta
sexta-feira (8), na porta da Prefeitura de Contagem. A categoria votou e
aprovou o estado de greve e a manutenção do indicativo de greve para a próxima
assembleia que acontece no dia 19 deste mês, terça-feira.
Para Audia Andreia Machado e Maria Regina Soares, agentes da educação
infantil, a vitória que obtiveram no ano passado com a redução da jornada de
trabalho e pequeno aumento salarial, foi resultado da luta da categoria.
Contudo, ainda há muitos problemas que precisam ser sanados, em especial com
relação à situação do atendimento aos alunos de inclusão.
Após as avaliações feitas por participantes da assembleia, foi votado o
calendário de lutas que abrange entre outras datas a participação da categoria
no Dia da Greve Geral do funcionalismo público de Contagem, na próxima
quarta-feira (13), com concentração na porta da prefeitura; buzinaço da
educação, na quinta-feira (14), com concentração no Iria Diniz, nos períodos da
manhã e tarde; e a nova assembleia geral com indicativo de greve, no dia 19 de
maio. Vale lembrar que as reduções já começam a acontecer na próxima terça-feira
(12), conforme discutido e aprovado pela assembleia.
Os trabalhadores em educação reivindicam o reajuste do Piso Salarial
Nacional, que este ano está em 13,01% e melhores condições de trabalho nas
escolas. O governo municipal já sinalizou que não tem verba para conceder
qualquer tipo de aumento, inclusive o repasse da inflação, mas a categoria não
irá aceitar o arrocho salarial.
Para a diretoria do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação
(Sind-Ute Contagem), a categoria está unida e o movimento se fortificando,
contando ainda com o apoio da comunidade. Vários pais estiveram presentes no
ato sendo Neusa Aparecida Santos Carvalho uma das mães que apoiam o movimento.
“Quando tem paralisação, quem fica prejudicada é a família, mas os
trabalhadores da educação estão certos em reivindicar seus direitos, por isso,
apoio o movimento. O governo municipal precisa resolver esse problema e
valorizar esses trabalhadores que precisam estar motivados e com saúde para
trabalhar com nossos filhos”, ressaltou.
Ainda durante a assembleia foram aprovadas as moções de repúdio à
violência policial contra a manifestação dos profissionais da educação no
Paraná e de repúdio à exoneração do diretor escolar Ivanil Gomes e da
vice-diretora Cilene Oliveira.
Problemas denunciados
“O governo dispensou as estagiárias que cuidavam do acompanhamento
pedagógico dessas crianças e agora elas estão sob os cuidados de profissionais
que não tem qualquer tipo de capacitação”, ressaltaram.
Além disso, ambas reclamaram do reajuste de 0% que não condiz com a alta
da inflação. “Tudo está aumentando, tanto no supermercado como nas contas de
água, de luz em casa. Assim, não vamos conseguir nos sustentar”, acrescentaram.
Durante o ato, Sandro Santiago, trabalhador do quadro administrativo,
denunciou a coação que alguns trabalhadores estão sofrendo por parte de
determinados diretores de escola que não querem que os mesmos participem das
paralisações. “O trabalhador tem o direito de fazer greve e não vamos aceitar
esse tipo de coação. Se precisar entrar em greve novamente, eu vou participar
das paralisações, assim como foi no ano passado”, disse.
Calendário de lutas
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