Mais uma vez, os trabalhadores da educação de Contagem se frustraram com a proposta do governo e não aceitaram os 7,16% parcelados em dois pagamentos, referentes a recomposição salarial baseada no índice do INPC (Índice Nacional de Preço ao Consumidor). Essa decisão, bem como a manutenção da redução da jornada de trabalho a partir da próxima segunda-feira (20) e do indicativo de greve, foram votadas e aprovadas pela categoria durante assembleia organizada pelo Sind-Ute Contagem (Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação), realizada na manhã da última quinta-feira (16), na porta da Prefeitura de Contagem.
"Não há a possibilidade de aceitar essa proposta. A categoria não abre mão do ganho real sem parcelamento, por isso, vamos seguir com a redução e o indicativo de greve", explicou a diretoria do sindicato.
Vale ressaltar que a última proposta apresentada pelo Governo, o abono salarial de 7,16%, foi rechaçada pela categoria, que já estava ansiosa pela demora da apresentação da proposta referente à pauta da campanha salarial 2013.
“Vemos hoje os trabalhadores em educação, mais uma vez, reduzindo sua jornada de trabalho para ir para as ruas na tentativa de pressionar o governo a, de fato, assumir a educação pública como prioridade em sua gestão”, destacou a diretoria do Sind-Ute Contagem.
Por isso, a categoria está caminhando a passos largos para a radicalização do movimento e, caso não haja uma nova proposta do governo que atenda os anseios dos trabalhadores da educação, a nova administração municipal poderá enfrentar sua primeira greve.
Assim, na próxima quinta-feira (24), as 14 horas, a categoria se reúne mais uma vez em assembleia geral, na porta da Prefeitura, para decidir os rumos do movimento.
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